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2009: Jennifer Connelly aparece deslumbrante de “Balmain”

Foi aqui que eu comecei a me interessar de verdade por moda, não por causa da Balmain, obviamente, mas foi em 2009 que as coisas começaram a ficar claras.

Uma das minhas primeiras lembranças, junto ao baile do MET, é esse vestido esmeralda que a Jennifer Connelly usou na estreia de “Ele não está tão afim de você”. É maravilhoso, não?

Muito mais pela representação, do que pelo vestido em si, foi aqui o primeiro grande movimento da moda que eu pude acompanhar de pertinho, onde vi a importância da internet no processo de difusão de tendências (eu adoro essa palavra! mesmo!) e acompanhei a ascensão e queda de um estilista.

Nicolas Ghesquière comandava a marca e elevava o estilo “roquinho-sexy” ao luxo. O rock glam de David Bowie voltava com tudo e com a benção de boa parte das celebridades.


reprodução

É claro, não dá pra esquecer de outros estilistas que já haviam feito isso (alô, Vivienne Westwood), mas nunca haviam feito tão perto da nossa geração e nunca de forma tão globalizada (alô, internet).

Quantas e quantas meninas [e meninos] abusaram de spikes, tachas, brilhos, ombreiras (!!!) e rasgadinhos? Foi aqui que a expressão “podrinho” surgiu.

2012 chegou, Ghesquière não se reinventou e foi para a reabilitação; hoje o diretor criativo da marca é Olivier Rousteing. E busca uma renovação conceitual, afinal, a Balmania foi tamanha e intensa que enjoou, como tudo que em excesso.

Pode ser que a obsessão pela Balmain tenha acontecido antes da aparição da atriz de “Labirinto”, mas sem dúvida, ela foi uma das primeiras entusiastas.

E, bem, foi onde comecei a entender e me apaixonar por moda, e principalmente, por toda a sua engrenagem.
Pensar moda como meio de expressão.

Agora, voltemos a 2012, PFVR.


A nova Vogue Paris: Não gostei da nova dieta da Ke$ha!

Saiu o primeiro editorial capitaneado pela Emmannuele Alt, a nova chefona na Vogue Paris.

As fotos são lindas, a Gisele é linda, o boho style é lindo e está com tudo e os anos 70 também (ainda). Mas acho que, talvez, seja esse o problema (ou seria a solução?).

Eu nunca comprei uma Vogue Paris, sabe como é, né, euro super valorizado e tal… mas pra resolver os problemas de inclusão social, internet tá aí, e todo o conteúdo da revista também.

Comparações são chatas, mas, né, inevitáveis.
E me pergunto, cadê a ousadia da Carine? e não tô falando de modelo pagando peitinho!

Meu problema está na mulher ter galgado um dos cargos mais cobiçados no circuito fashion, ter a chance de fazer uma #1 edição espetacular, e no fim das contas colocar a top mais manjada de todas, e vestindo uma tendência que já está aí há pelo menos três estações.

Ela deveria ditar estilos, e porquê, diabos, está seguindo-os?

Mas ok, é cedo pra julgar, e não vi o resto da revista; é óbvio que a Manu (íntimos), vai fazer de um tudo pra imprimir sua identidade e sumir com o fantasma da Carine.

Torço por isso.


Crítica: Proenza Schouler Inverno 2011 #nyfw

Tudo depende da forma que nos apresentam, né?

Sempre achei estampa indígena detestável; foi preciso alguém com um outro olhar pra pegar na minha mão e mostrar o caminho do desejável.

Esse é o desafio do estilista: trazer uma nova percepção, transformar em ouro aquele latão desgastado. E desde que, a merecidamente aclamada Proenza Schouler surgiu, seus responsáveis tem cumprido muito bem esse papel.

O inverno 2011 vem com cara de brechó, mas calma aí, não tem cheiro de naftalina e com certeza é o brechó mais incrível que você já entrou na vida.

O forte da marca sempre foi estamparia, nessa coleção, elas vieram direto do Novo México, aliadas a inspirações Art Déco.

A modelagem é aquela feijão com arroz, Jack McCollough e Lazaro Hernandez seguiram direitinho as vontades atuais.

Comprimentos “midi” continuam brilhando; assim como as onipresentes calça cenoura: é inegável o ar contemporâneo que elas acrescentam ao modelo. Continuo não gostando, não acho acessível para a maioria das mulheres. Mas ok.

Alguns trabalhos em tricô, e o destaque para o veludo molhado. Parece que ele vai pegar!

Styling esperto completa o bom pacote apresentado pelos estilistas.
É um inverno sem grandes inovações, mas que agrada a clientela e nos ensina que na moda, assim como na vida, tudo é uma questão de apresentação.

Fotos aqui


ADRESSCODE: Anna, porta-voz de uma geração?

Esse vídeo me perturbou tanto que eu precisava compartilhar, assistam:

Acho incrível a forma como a Anna Dello Russo se diverte com a moda, e isso se reflete diretamente nos editoriais produzidos por ela. É uma das que tem identidade.

Me diverti muito com o vídeo.

Óbvio que ela está longe de ser porta-voz de qualquer geração, até por que, desconfio que a fofa esteja mais preocupada com a “jogação” do que em mudar ou reinventar qualquer coisa, mas todas essas loucurinhas que ela produz são dignas de observação.
De certa forma ela representa essa busca por fama, o lance de vestir literalmente uma melancia na cabeça. Da futilidade como caminho.

Eu não julgo, eu dou risada, eu amo isso.

daqui


Reflexão de ano novo

Nessa vida de party monster a gente conhece muita gente. E muita gente estranha. Desde aquela garota que se acha A famosa da boite por que participou de um reality show whatever, até o pirado no ácido que te ensina muito mais em 15 minutos de diálogo do que seus pais tentaram te ensinar na vida.
Foi aí que sábado eu conheci um rapaz, não me perguntem o nome.

a) bem bonito
b) sem camisa (isso anula a alternativa – a)
c) muito, muito fora de si

E entre conversas aleatórias, ele me ensina a melhor coisa do mês e que vale de reflexão pro final de 2010:

“eu não preciso de ninguém pra subtrair na minha vida. nem relacionamento, nem amigo. Eu tenho um trabalho legal, estou estudando para ganhar mais dinheiro e sou auto-suficiente, eu me basto.
Sim eu quero pessoas comigo, mas elas tem que me impulsionar pra frente e não menosprezar meu potencial.”

Foi tão oportuna essa conversa e essa dica.
Além de valer como pensata, faz a gente acreditar que ainda vale a pena conversar com as pessoas, que a gente não precisa ser só carão sempre e que às vezes a ajuda vem de onde menos esperamos.

e com esse sentimento que pra 2011 além de tentar parar de usar sapatos que são LINDOS mas que machucam o meu pé e de insistir que a Itaipava é uma boa cerveja. Eu quero excluir os haters e trazer gente que some na minha vida.
E o mais engraçado de tudo isso, é que no fundo no fundo todo mundo sabe disso, mas é preciso um cara cafona na buatchy te dizer pra fazer mais sentido.

feliz ano novo.


Copy and paste: os blogs legais viraram a UOL

Nem que seja por um minuto todo cidadão paulistano reclamou hoje do calor da cidade, minha timeline do twitter que o diga!
E é nesse clima de calor e azaração que eu volto pra bater na tecla da espontaniedade.

Estava eu pensando: – O que aconteceu com os blogs? e não é, tipo: crises da galera mais velha que diz em tom de pedância,ah, mas no meu tempo tudo era melhor. Estou me referindo a essa tal de profissionalização dos blogs que está transformando a nossa mais rápida, e às vezes, melhor fonte de informação em portais engessados.

Por que você procura um blog? Um blog de moda no caso?
Eu respondo por mim:
Eu procuro um blog porque eu quero informação com opinião. Porque além de ver aquele desfile incrível da Balenciaga eu quero saber o que outra pessoa achou do desfile, não por eu não ter opinião própria e não saber tirar minhas próprias conclusões, é mais como se fosse uma segunda opinião ou até mesmo ver a visão de outra pessoa que entende mais do assunto, ou que pode me mostrar aquela mesma notícia de forma lúdica.

Eu amava muitos blogs, mas a partir do momento que eles pararam de ser espontâneos para se tornarem imparciais, eles entraram na minha lista negra e está difícil achar substitutos à altura, e eu digo isso de forma global. Porque não é só blogueiro brasileiro que é deslumbrado e é comprado por meia dúzia de jabás. Mas como falar e refletir só não adianta, faça o seguinte:

Não dê a sua audiência para quem não merece, se as pessoas pararem de levantar a bola de quem não merece essas pessoas serão obrigadas a se mexer; simples assim.
E é por isso que eu não leio a Capricho.