setembro 9th, 2011 § Deixe um comentário
e não importa a classe social, é inacreditável o que as pessoas fazem para (tentar)se adequar ao meio.
Rótulos vão existir para sempre.
Metas para o meio do ano
julho 22nd, 2011 § 2 Comentários
Quando uma coisa te aborrece é porque o casamento com ela não está dando certo, e você tem 2 opções:
1) desiste
2) procura saber o motivo e tenta melhorar
Bom taurino que sou, sempre ignoro a alternativa 1, então vamos aos motivos.
Modas tavam me irritando, mas eu não estou falando de blogs de moda, personalidades da moda, it girls e afins, isso irrita mesmo e são fenômenos que não vão embora tão cedo. Falo de um modo geral, estava achando tudo muito chato, sem sal, minha boca ficava seca e os vômitos eram inevitáveis.
E ser humano curte muito atribuir a culpa aos outros, bem sei, aliás foi o que eu fiz, né?! Mas o problema todo e o tempo todo era eu. Eu esqueci que a melhor parte da moda (além da possibilidade de sempre transgredir) era não levar nada a sério, deixar rolar. Eu estava levando tudo muito ao pé da letra, sendo ranzinza e crítico ao extremo. Não que ser crítico ao extremo seja algo ruim, fica ruim quando isso começa a atrapalhar suas relações e sua motivação.
Partindo disso, a meta pro meio do ano é: Não levar a moda tão a sério, seres humanos fazem moda para tornar o mundo mais divertido e mais colorido de se ver, dinheiro é muito importante e muito bem vindo também, só não posso esquecer que gente uniformizada é tão irritante quanto eu estava sendo nesses últimos tempos.
Feito isso, em 2012 volto aqui -se o mundo não acabar, é claro- e trago meu depoimento de como tá sendo olhar pra vida da forma que o Mika olharia.
Só não decidi ainda se meu depoimento vai ser no fim de alguma novela do Maneco ou se a Sônia Abrão vai filmar tudo.
Miu Miu: Criando desejos
julho 22nd, 2011 § Deixe um comentário
E da primeira vez que eu vi a coleção, tinha gostado não, mas é um editorial bem produzido daqui, uma campanha bafo dali, e agora, esse vídeo incrível. Pronto! O mito (e o desejo) está criado!
Miu Miu FW2011 Film “MUTA” by Lucrecia Martel from gabriel on Vimeo.
Tatler + Robert Trachtenberg + Refresco de Tamarindo
julho 20th, 2011 § Deixe um comentário
Por mais que seja infinitamente mais cômodo postar fotos num link do twitter/facebook, esse editorial merece atenção especial.
Em tempos de editoriais sem graça, repetindo fórmulas e com as mesmas modelos esquálidas e de baixos recursos expressivos, esse vem como um óasis de senso de humor e inteligência nesse deserto de obviedade.
Fiquei até mais “felizinho”!
Ah, e ótima indicação de revista digital com editorial bafo, olha só!
Sobre a SPFW
junho 22nd, 2011 § 2 Comentários

Existe presente melhor do que chegar aos 15 anos com um faturamento de 50 bilhões e mais de 30 mil empresas envolvidas? Só que nem sempre sucesso comercial significa qualidade na produção cultural.
O Brasil não tem identidade de moda, sejamos sinceros. E segundo o seu criador Paulo Borges, uma das vocações da spfw é criar essa identidade. 15 anos é pouco, é verdade, diz que a Itália demorou 30 para se estabelecer…
Mas o problema está quando não se vê avanços nesse quesito. De todas as grifes que desfilaram, qual delas trouxe um conceito realmente forte que emocionasse as pessoas e eu nem estou entrando nos méritos de revolução ou inovação?
Poderíamos dizer que a Osklen? Ou a Neon? Ou até mesmo o hypado Pedro Lourenço?
É pouco.
O que se viu, foram muitas ideias covardes e requentadas das semanas de moda mundo afora, Prada Brasilis? Ou então grifes que se valem de celebridades para tirar o foco do péssimo material apresentado (se bem que mídia espontânea para alavancar vendas também entra na roda).
Melhorou o apuro técnico na confecção das roupas, melhorou. Mas é como se você comprasse aquela “revistinha” de moldes na banca da esquina e pedisse pra melhor costureira do bairro reproduzir aquele vestido incrível da mocinha da novela. No caso da SPFW a mocinha da novela são os desfiles estrangeiros.
Não se cria uma identidade sem correr riscos, erros serão perdoados só que mesmo com um faturamento tão alto, parece que as empresas (e estilistas) não estão dispostas a correr tais riscos.
Nosso papel como consumidores de moda e (futuros) profissionais de moda é de aplaudir o que é bonito e puxar a orelha quando necessário, afinal de contas é do nosso interesse que o Brasil seja um futuro trendsetter e se as pessoas se calarem isso nunca vai mudar.
E fique claro que ousar só pra causar não entra na parte da construção da identidade nacional como foi o caso do desfile do João Pimenta, que eu adoro mas dessa vez não convenceu.
No mais, aguardemos ansiosos aos próximos capítulos, está difícil, mas a esperança é a última que morre.
Feliz aniversário, SPFW.
mais do mesmo e mimimi taurino
junho 15th, 2011 § Deixe um comentário
Odeio crises criativas.
Tinha decidido que em 2011 ia fazer algo de diferente e não sucumbir a elas. E se eu não tomar alguma atitude nada vai mudar.
A primeira coisa é dizer que a Casa de Criadores é o melhor e mais inovador evento de moda do Brasil, pode não ser (e não é) o mais lucrativo, de qualquer forma, parabéns aos envolvidos.
A segunda é colocar como prioridade na lista de resoluções de Junho, voltar a amar escrever, tava numas vibes de odiar. E afinal, é amando o que a gente faz que as coisas ficam mais fáceis.
Acredita, Lucas.
A gente gosta dessa combinação de cores
abril 29th, 2011 § Deixe um comentário
Arizona Muse, estrela
março 28th, 2011 § 3 Comentários
Um dos meus maiores problemas é lidar com competição, tanto que de todos os vestibulares que eu prestei, bem vamos dizer que não tive muita sorte em nenhum…
E quer mundo mais competitivo que o nosso? Mais exigente e mais desgastante?
Mas o que é consenso é que pra se destacar é necessário diferencial e aliado a isso ter um perfil adequado ao momento e sorte, óbvio.
Arizona Muse, esse é o nome, mas antes de ser “musa”, ela era apenas uma garota do Novo México que os pais chamavam de Zoe.
Hoje ela é top, neo top pra ser mais preciso.
Abriu e fechou pra Miu Miu, foi exclusiva da Prada, bateu recorde de desfiles, é garota propaganda da YSL e da Prada, apareceu em uma porção de editorias, ganhando inclusive 14 páginas na Vogue América, e agora em Março teve um edição para chamar de sua na Dazed & Confused, pra se ter ideia é a primeira vez que uma modelo é usada como tema na importante publicação inglesa. Ah, ela ainda tem o aval da nossa querida rainha gelada Anna Wintour:
“there is a new top model, anointed by the most powerful figure in the industry”
Mas cá entre nós, o que a Arizona tem de tão especial pra justificar esse hype todo?
Dizem que é a sobrancelha marcada e o sorriso, outros afirmam que é o cabelo “bob” adotado também pela Rachel Jennifer Aniston e Scarlett Johansson que encanta, e há quem afirme que ela é gente como a gente, não é uma eslava esquisitona mas também não chega a ser uma Angel de curvas perfeitas, daí seu sucessão.
Uma explicação lógica seria o momento em que vivemos a moda, de cada vez mais optar pelo real, a exemplo da já consagrada e ainda em ascensão Freja Beha.
E a Arizona é real, com filho e tudo e mostrando pra todo mundo que gravidez precoce não é só problema de país de terceiro mundo (ela tem 22 anos e teve filho com 19/20). É interessante esse interessa de uns tempos pra cá que a moda tem em nos aproximar, de nos fazer íntimos de tal modelo ao ponto de queremos ser seus amigos. E é assim que eu me sinto com a Arizona. Ela é cool.
Eu gosto dela, gosto da sua atitude camaleônica de desfilar pra alta-costura da Chanel ao mesmo tempo que foi um dos rostos da modernete Proenza Schouler, e olha, torço para que se mantenha viu?
Por que por mais que a moda tente nos fazer parte dela e tente ser uma tia bondosa, todo mundo sabe que é uma indústria como qualquer outra, tão competitiva ou mais, e pra linda Arizona se manter ela vai ter que rebolar da mesma formaa que nós os mortais buscando o sucesso e lidando com derrotas. Minhas tentativas pra vestibular que o digam!
Não gostei da nova dieta da Ke$ha
março 24th, 2011 § 2 Comentários
Pois é, saiu o editorial capitaneado pela Emmannuele Alt, que qualquer ser do planeta que entende um pingo de moda deve saber que é a nova chefona na Vogue Paris.
As fotos são lindas, a Gisele é linda, o boho style é lindo e está com tudo e os anos 70 também (ainda).
Mas acho que talvez esse seja o problema ou seria a solução?
Eu nunca comprei uma Vogue Paris, sabe como é né, euro super valorizado e tal… mas pra resolver os problemas de inclusão social, internet tá aí e todo o conteúdo da revista também. Daí digo que sou um leitor assíduo e as vezes até me arrisco no francês (not). Justamente por isso conheço algum pouco do (bom) conteúdo apresentado. Sei que comparações são chatas mas né, inevitáveis. E me pergunto, cadê a ousadia da Carine? e não tô falando de modelo pagando peitinho…
Meu problema está na mulher ter galgado um dos cargos mais cobiçados no circuito fashion, ter a chance de fazer uma #1 edição espetacular e no fim das contas colocar a top mais manjada ever, sorry Abbey, Lara e Freja vestindo uma tendência que já está aí a pelo menos 3 estações, me corrijam se eu estiver errado. Ela é ou não é ou deveria ser uma ditadora de estilo e não uma seguidora?
Mas ok, é cedo pra julgar, afinal não vi o resto da revista e é óbvio que a Manu (íntimos), vai fazer de um tudo pra imprimir sua identidade e sumir com o fantasma da Carine e torço por isso.
Espero que eu esteja sendo precipitado e errado, mas fica a dica.
Crítica: Proenza Schouler Inverno 2011 #nyfw
fevereiro 18th, 2011 § Deixe um comentário
E tudo depende da forma que nos apresentam né?
Quando que na vida eu iria achar legal estampa indígena? Pior, achar desejável.
Acho que essa é a função e o desafio do designer, transformar tudo o que ele toca em ouro. E desde que a merecidamente aclamada Proenza Schouler apareceu os responsáveis tem cumprido muito bem esse papel.
E o inverno 2011 vem com cara de brechó mas calma aí, junto dele a certeza de que é o brechó mais cool que você já entrou na vida.
O forte deles foi sempre a estampa mesmo, e é do Novo México que pra essa coleção elas foram importadascom pitadas de art déco.Graças a Deus não vieram acompanhadas de um poncho.
No quesito modelagem nenhuma novidade, Jack McCollough e Lazaro Hernandez seguiram direitinho as vontades atuais. Os comprimentos midi continuam brilhando, assim como as onipresentes calça cenoura. É inegável o ar contemporâneo que elas acrescentam ao look, mas eu continuo não gostando muito delas e não achando acessível pra maioria das mulheres. Mas ok.
Eles trabalharam bem com o tricô também, mas a surpresa (ao menos pra mim), é o veludo molhado e veio em grande destaque nessa coleção.
No mais aquela cartela de cores incrível de sempre. o styling esperto e toda aquela aura hype que tanto nos faz giletar de inveja.
Vida longa à grife e que da próxima vez eles tragam algo realmente relevante, não que da forma que está não esteja bom, mas a ideia é sempre se superar.
Fotos aqui












